CCSL deixa crédito mais caro e gera incômodos nos bancos

O crescimento da alíquota de Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) tem sido visto com um misto de resignação e incômodo por instituições bancárias, que sinalizam para a alta das taxas de juros do crédito em decorrência da medida. Ontem, logo pela manhã, Isaac Sidney, presidente da Febraban, afirmou, durante encontro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que foi fechada para a imprensa: “Tivemos hoje [ontem] a notícia de aumento de impostos, o que encarece o crédito”.
 
Já o ministro da economia, Paulo Guedes, entrou em contato às 7h para Sidney solicitando uma “cota de sacrifício” do setor para enfrentar a nova etapa da crise. Na ligação, ele afirmou que a medida não iria ser permanente. “Os bancos já vêm dando sua contribuição à economia e à sociedade durante a pandemia e agora, com este aumento de imposto, são chamados a contribuir ainda mais. Entendemos o momento difícil pelo qual passa o país e temos a convicção de que se trata de uma medida temporária e circunstancial”, informou o presidente da Febraban.
 
O presidente da Febraban reiterou, em nota para o jornal, que o setor é a favor de uma reforma tributária que simplifique o sistema. Lembrou também que o país é exceção por cobrar os impostos sobre a intermediação financeira.
 
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